Mais importante do que o tipo de alimento é a freqüência
com que se come. Cada vez que se ingere algo, a acidez da boca
aumenta, situação propícia para a formação
de cáries. Ou seja, quem tem o hábito de comer em curtos intervalos de tempo – mesmo que sejam alimentos saudáveis
– tem muito mais chances de ter cáries do que quem
se alimenta em espaços de tempo mais longos.
Evite alimentos grudentos: balas, balas de goma, paçoca
e outros alimentos que demoram para desgrudar dos dentes causam
mais cáries do que outros.
Chiclete sem açúcar combate as cáries, pois
ajuda a remineralizar os dentes. Já o chiclete normal,
com açúcar, não faz mal nem bem aos dentes,
se mascado com moderação.
A cárie, que é uma doença no dente causada
por uma bactéria, é contagiosa. Evite, portanto,
soprar alimentos ou dividir talheres, copos e canudos com outras
pessoas, mesmo que sejam familiares.
Até os 10 anos, pelo menos, a criança deve usar
um creme dental infantil, porque apresenta menor quantidade de
flúor que os cremes para adultos. Como a criança
absorve mais flúor que os adultos, ela corre o risco de
ter flurose (quando o flúor substitui o cálcio na
formação do dente) se usar o mesmo creme dental
que o restante da família.
O queijo é um ótimo alimento para combater as cáries,
principalmente o tipo cheddar, porque neutraliza a ação
das bactérias. Mas para que isso aconteça ele deve
ser ingerido depois dos outros alimentos.
Comece a escovação pela parte de cima dos dentes
do fundo – conhecidos como molares. Em seguida, escove a
parte interna dos dentes. Depois continue na parte da frente dos
dentes – os dentes superiores, que devem ser escovados de
cima para baixo. Já os inferiores devem ser escovados de
baixo para cima. Depois, com os dentes cerrados, deve-se fazer
movimentos circulares na parte externa, para eliminar a placa
bacteriana. Por último, é a hora de escovar a língua.
Aí é só enxaguar a boca com água.
DICAS PARA QUEM VAI INICIAR O TRATAMENTO ORTODÔNTICO
1. Formação do profissional:
verificar se a Clínica possui especialistas e auxiliares
capacitados. O primeiro passo é se informar a que Associações
de ortodontia ela pertence. A entidade deverá ser filiada
a ABOR (Associação Brasileira de Ortodontia e Ortopedia
Facial, onde somente especialistas são aceitos). Verificar
também se os auxiliares ortodônticos são
inscritos no CRO (Conselho Regional de Odontologia).
2. Documentação dos casos tratatos: permite
avaliar o trabalho do profissional. Com documentação
ortodôntica dos casos tratados, radiografia panorâmica,
radiografia cefalométrica, traçado celafométrico,
fichas de anamnese, plano de tratamento, previsão do tratamento
e contrato com tais especificações.
3. Idade ideal do paciente ortodôntico: em geral,
quando não tiver mais dentes “de leite” na
boca. Salvo em casos especiais, como por exemplo mordida cruzada. Isso
em meninos entre 10 e 12 anos e as meninas entre 9 e 11 anos,
aproximadamente. Porém aos 8 anos de idade, no máximo,
a criança já deve ter um diagnóstico ortodôntico.
Isso não significa que deva usar
um aparelho desde já, mas que terá um prognóstico
do seu caso.
4. Momento certo para iniciar o tratamento ortodôntico:
o profissional deve intervir no momento certo para que o paciente
tenha seu caso tratado, usando aparelho o menor tempo possível.
Em média de 18 a 30 meses.
5. Preço do tratamento ortodôntico:
desconfie de preços muito atraentes, pois você poderá
ter que refazer o tratamento posteriormente. Aparentemente os
aparelhos fixos são iguais, mas o barato pode sair caro.
Muitas clínicas utilizam material de baixa qualidade e
o atendimento muitas vezes deixa a desejar, o que acaba tornando
o tratamento muito mais longo do que deveria ou não satisfazendo
às expectativas.